Título:  Escola de Vilões
Autora: Jen Calonita
Edição: 1
Editora: Única
Ano: 2015
Páginas: 192
Será que um vilão pode se recuperar? Gilly não se considera exatamente uma garota má... Porém, quando se tem cinco irmãos e irmãs mais novos, é preciso ser criativo para ajudar nas despesas. Ela é uma ladra muito boa, e disso tem certeza e pode se gabar. Até ser pega. Depois de roubar uma presilha, é sentenciada a passar três meses no Reformatório de Contos de Fadas – no qual os professores são aqueles antigos vilões que já conhecemos, como o grande Lobo Mau e a malvada Madrasta da Cinderela. Quando, porém, ela faz amizade com alguns estudantes, como Jax e Kayla, aprende que esse reformatório vai muito além de sua missão heroica. Há uma batalha ganhando forma e Gilly precisa descobrir: os vilões podem realmente mudar? Descubra o Lado B dos contos de fadas.


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   Gilly não é uma garota má, não de verdade, no entanto, aos olhos das pessoas de Encantadópolis ela, além de má, é uma ladrazinha. A menina, de apenas 13 anos, não rouba por diversão ou maldade, mas por questão de sobrevivência, visto que desde que as fadas madrinhas começaram a fazer sapatinhos de cristal para as princesas — trabalho que era de seu pai, o sapateiro da vila , as coisas têm sido muito difíceis. 

   Contudo, isso não muda a personalidade de Gillian. Apesar de odiar os nobres, com razão, ela é uma garotinha muito feliz com o pouco que tem, e vive a vida roubando e, raramente, indo a escola. Mesmo que seus pais, nem seus inúmeros irmãos, não aprovam sua atitude de roubar, ela tenta ajudar a família como pode, roubando aqui e ali algumas coisas de quem não precisa tanto assim, afinal aquelas princesas, padres, os nobres em geral, já têm tudo. Poderá lhes fazer falta um cordão ou uma pequena presilha de ouro?

   Quando, porém, é pega roubando pela terceira vez, não há escapatória, não há solução. Ela terá que ir ao Reformatório de Contos de Fadas, ou Escola de Vilões, em seu sentido popular. Na escola de vilões, os professores são antigos vilões, que se dizem "reformados", como: o Lobo Mau (Professor Xavier Lobão), a Rainha Má (Professora Harlow) e a Madrasta da Cinderela (Diretora Flora). Já no reformatório, Gilly acaba por criar alguns laços de amizades, com amigos que poderão ajudá-la nesse lugar muito comprometedor, onde os vilões podem revelar o pior de si mesmos.



Título:  A Maldição do Vencedor
Autora: Marie Rutkoski
Edição: 1
Editora: Plataforma 21
Ano: 2016
Páginas: 328
Kestrel quer ser dona do próprio destino. Alistar-se no Exército ou casar-se não fazem parte dos seus planos. Contrariando as vontades do pai – o poderoso general de Valória, reconhecido por liderar batalhas e conquistar outros povos –, a jovem insiste em sua rebeldia. Ironicamente, na busca pela própria liberdade, Kestrel acaba comprando um escravo em um leilão. O valor da compra chega a ser escandaloso, e mal sabe ela que esse ato impensado lhe custará muito mais do que moedas valorianas. O mistério em torno do escravo é hipnotizante. Os olhos de Arin escondem segredos profundos que, aos poucos, começam a emergir, mas há sempre algo que impede Kestrel de tocá-los. Dois povos inimigos, a guerra iminente e uma atração proibida… As origens que separam Kestrel de Arin são as mesmas que os obrigarão a lutarem juntos, mas por razões opostas. A maldição do vencedor é um verdadeiro triunfo lírico no universo das narrativas fantásticas. Com sua escrita poderosa, Marie Rutkoski constrói um épico de beleza indômita.

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   Oiá eu de novo! Dessa vez com mais uma resenha da Plataforma 21, editora parceira do Um Menino Leitor — a qual sou eternamente grato pela oportunidade. Dessa vez para falar de uma sensação literária do momento, que vem conquistando o coraçãozinho de centenas de brasileiros — você não pode ficar de fora! Só para se ter uma ideia, o Kirkus Reviews disse o seguinte sobre o sucesso de Marie Rutkoski: Nesta trama cheia de suspense, envolvendo política, intriga e violência, o limiar entre vilões e heróis torna-se sutil. Uma obra verdadeira, trágica e de tirar o fôlego.
   O livro inicia-se nos apresentado a realidade da jovem Kestrel, inserida num mundo monárquico e cheio de regras — que ela deixa de cumprir vez ou outra. Em Valória, toda mulher que se preza nunca deve andar sozinha, deve se alistar no Exército ou casar-se e garantir a soberania dos valorianos sobre as outras raças. Mas se essas são as condições para que uma mulher seja bem aceita na sociedade, Kestrel prefere ser vista com maus olhos
   Apesar de ser filha do general, ela é muito diferente de seu pai e só faz algumas coisas, como treinar e estudar a arte da guerra, para agradá-lo e garantir que — pelo menos no período em que seu pai se encontra em casa — é uma boa e educada jovem. No currículo de Kestrel estão presentes várias rebeldias que a faz ser vista com maus olhos, dentre elas o fato de ter libertado sua ama, uma herrani — povo que saiu derrotado de uma grande guerra e, como consequência, acabou escravizado pelo lado vencedor.
   Mas quando todos pensam que Kestrel já cometeu o máximo que podia de pertinácia, ela resolve comprar, em um leilão, um escravo herrani por um preço extremamente alto, mal sabendo que isso lhe custará muito mais do que algumas moedas. Arin, que se torna acompanhante de Kestrel, é extremamente misterioso, mas a jovem está disposta a desvendar todos os seus segredos, mesmo que para isso tenha que se permitir se entregar a sentimentos proibidos e se aliar ao lado inimigo

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Título:  Alice e as Armadilhas do Outro Lado do Espelho
Autor: Mainak Dhar
Edição: 1
Editora: Única
Ano: 2016
Páginas: 256
Você está pronto para as armadilhas do outro lado? Mais de dois anos se passaram desde que Alice seguiu um Mordedor com orelhas de coelho e entrou em um buraco, o que deu início a uma série de acontecimentos que mudaram a vida dela e a de todos que moram no País das Armadilhas. A Guarda Vermelha resolvera conceder trégua; Alice havia reinstaurado a paz entre humanos e Mordedores e, sob a liderança dela, os humanos tinham conseguido fundar a primeira comunidade real e verdadeiramente organizada desde a Insurreição — uma cidade chamada País das Maravilhas. Entretanto, o aparente estado de paz é rompido depois de diversos ataques dos Mordedores e Alice se vê rejeitada pelas mesmas pessoas por cuja liberdade ela lutou. Agora precisa voltar ao País das Armadilhas para desvendar essa nova conspiração que ameaça o País das Maravilhas. E fazer isso significa ficar frente a frente com sua maior e mortal adversária — a Rainha Vermelha. Uma leitura impossível de interromper! Um livro que instiga quem se interessa pela versão mais sombria de histórias clássicas.

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   Oi, gente! Sentiram minha falta? Ah, a questão é que agora, por aqui, só trabalho com as editoras parceiras — devem ter notado pelos posts —, mas estou sempre no @ummeninoleitor, vocês podem me acompanhar todos os dias por lá! E hoje o dia é muito especial, pois temos uma resenha inédita e de um livro para lá de peculiar: estamos falando do segundo volume de Alice no País das Armadilhas, releitura distópica do clássico de Lewis Carroll


Sugiro, inicialmente, que leiam a resenha do primeiro livro (aqui) para que compreendam melhor esta. 

   Enquanto em Alice no País das Armadilhas temos uma aventura envolvente sobre uma garota que encontra seu destino em um mundo que deu terrivelmente errado, em Alice e as Armadilhas do Outro Lado do Espelho temos uma aventura ainda mais envolvente, acompanhando uma garota que, em meio a conflitos políticos, deve cuidar de sua vida e da de milhares de pessoas e Mordedores que agora estão sob sua custódia — enquanto a Guarda Vermelha se preparar para atacar novamente. 
   A fundação do País das Maravilhas, por meio de Alice, conseguiu instaurar a paz entre seres humanos e Mordedores. Mas a paz frágil não durou muito, e agora os humanos decidiram lutar pelo poder e Alice, apesar de ainda ser a Rainha dos Mordedores, passa a ser rejeitada por aqueles que uma vez a seguiram pela libertação. Além disso, Alice trava conflitos internos: ela nunca mais poderá viver experiências comuns, pois agora é metade humana e metade Mordedora. 
   Agora ela precisa aprender a lidar com todos os problemas, e rápido, pois a Guarda Vermelha, que saiu frustrada do combate anterior, planeja um novo ataque sob os comandos de seu novo líder, o general Che. E os chineses têm uma arma escondida para enfrentar Alice, que agora está imbatível, com habilidades táticas de um ser humano e a força e a quase imortalidade de um Mordedor. Contudo, com tantas forças tentando derrubá-la e com tantos problemas em vista, será Alice capaz de proteger sua comunidade mais uma vez?


Título:  Inverno Negro
Autor: Stefano Sant'anna
Edição: 1
Editora: Empíreo
Ano: 2016
Páginas: 352
Leonan Albuquerque é um adolescente comum que morava com a mãe no Rio de Janeiro. Com sérios problemas para se socializar e sem amigos, Leo, além dos conflitos com a mãe, se sentia estranho e deslocado no meio dos garotos de sua idade. A vida era muito sem graça, até que Leo recebe a estranha visita de um guerreiro de outro mundo que revela a verdade: A vida de Leonan na Terra era uma grande mentira. Principalmente a sua família! Sem saber o que fazer e a quem recorrer, Leo segue com o guerreiro para o planeta onde ambos pertencem. Lá, o garoto descobre que é de uma família real: ele é o herdeiro de Starlândia. E o rei, o seu verdadeiro pai, está desaparecido. A busca por respostas e pela verdadeira família faz com que o jovem enfrente perigos que exigirão mais do que ele esperava ser capaz de enfrentar. O príncipe, agora, tem que correr contra o tempo para dominar o poder do Éter e encontrar uma forma de salvar o rei e o seu verdadeiro lar, antes que a maldição do Inverno Negro arruine o planeta onde o garoto nasceu, e que mal conhece. E mais, Leo deve lutar pela própria sobrevivência, pois o príncipe de Starlândia está sendo caçado!

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   Já era para mim ter resenhado esse livro há alguns dias, mas como sabem (quem me acompanha no @ummeninoleitor) minha situação escolar não estava das melhores e o ritmo tem se tornado cada vez mais intenso. Contudo, tirei um tempinho para ler esse lançamento da Empíreo e acabei encontrando um excelente passatempo para me fazer esquecer dos infortúnios escolares. 
   
   Inverno Negro inicia-se mostrando-nos  a conturbada vida de Leonan, que, após um ataque epiléptico na escola onde estuda, encontra-se na sala da Madre Superior  — que, assim como a maioria das pessoas que cercam o pobre garoto, faz pouco caso do mesmo, alegando não querer problemas como o dele em sua instituição de ensino. Depois de ser mandado para casa pela Madre, Leo, após o ataque epiléptico, depara-se com uma nova surpresa: sua mãe vai buscá-lo de moto na escola. Mas quando Lydia aprendeu a andar de moto? E mais: onde sua mãe arrumou uma moto?

   Em meio a dúvidas e incertezas, Leonan segue para casa com Lydia, para então descobrir que sua vida na Terra era uma grande mentira e que, na verdade, Lydia nunca fora sua mãe, tampouco alguma parente próxima. Na verdade, ela sequestrou Leonan de seu lugar de nascimento, Starlândia, quando ele era muito mais novo. Com isso, Leonan passa a compreender o porquê de tanta frieza por parte da mulher que, segundos antes, era sua mãe. Mas não há tempo nem para sentimentos, pois caçadores estão atrás de Leo.

   Quando um dos caçadores consegue encontrá-lo, não há nada que Lydia possa fazer para impedir, e Leo acaba sendo levado para o Reino do qual nunca deveria ter saído, o lugar no qual é herdeiro e príncipe. Isso mesmo: o cara descobre que é um príncipe! Nada mais justo, em virtude de sua desafortunada e pacata vida (falsa, sobretudo) no Rio de Janeiro. 

   De volta a Agnithi Vergo, Leo acaba por fazer dois grandes amigos: os Irmãos Meydym, Pittsonn e Samyra. Através deles, o príncipe descobre que sua família está desaparecida e que a Maldição do Inverno Negro está prestes a acometer todo o território imperial, e o único que pode impedir tal artificio das trevas é ele, Leonan Alburquerque, o Calça Jeans, o garoto pelo qual todos tinham aversão, o garoto que apanhava da falsa mãe, mas que agora é príncipe, e não somente isso!


   Leo é um ser capaz de sentir e manipular todas as formas de energia etérea, e agora, para seguir em sua aventura, só precisa lidar com algumas poucas indagações: Como achar sua família? Como manter-se escondido dos olhares da população? Como saber em quem confiar? Como vencer o Inverno Negro? Como manipular a energia etérea? Essas são só algumas das dúvidas que Leo buscará sanar em sua trajetória que, sim, mostra-se uma grande promessa para os fãs de literatura fantástica. Eu achei que não seria tudo isso, mas estaria mentindo se dissesse que, apesar de poucas inovações, Inverno Negro não é um livro bom.   


Título:  Artistas dos Ossos
Autora: Madeleine Roux
Edição: 1
Editora: V&R Editoras
Ano: 2016
Páginas: 112

Oliver é um adolescente que tenta economizar dinheiro para ingressar na faculdade e deixar para trás a loja de antiguidades de sua família. Mas para garantir seu sonho ele começa a trabalhar para uma organização sinistra, que se denomina “Artistas de Ossos”. Bem, mas dinheiro é dinheiro. Abrindo sepulturas e roubando ossos, ele aceita a missão pensando que isso seria uma fase momentânea, mas descobre que abandonar essa empreitada pode ter um custo muito alto, pois existem algumas dívidas que não podem ser pagas. Assim Artistas dos Ossos é um puzzle importante que faltava para os fãs da série Asylum.


Classificação:

   Oi, gente! Esse post é muito especial (muito mesmo!), é a primeira resenha de uma parceria de 2016, dessa vez com a editora V&R, aquela que vocês já conhecem, que publica Maze Runner e Diário de Um Banana. Pois é, são meus parceiros e minha felicidade não poderia ser maior. No Instagram (@ummeninoleitor) eu avisei que tinha chego Artistas dos Ossos, um episódio da famosa série de terror/suspense Asylum, da Madeleine Roux. Bem, chegou. E eu já li (foi ótimo!).
   
   Artistas dos Ossos é um livro do meio, por assim dizer, e sua localização cronológica está entre o segundo e o terceiro livro (ou seja, livro 2.5), Catacomb, que será lançado muito em breve pela V&R. Em mais este episódio, conhecemos Oliver, um garoto que tem um desejo inexorável de ir à faculdade, mas para isso será preciso muito mais do que o pacato antiquário que se pai possui para juntar a grana. Para garantir o tão desejado dinheiro, Oliver está disposto a tudo, até mesmo um trabalho nada convencional. 

   É então que surge na vida de Oliver uma misteriosa organização oculta, nomeada de Artistas dos Ossos, que contrata ele e seu melhor amigo, Micah, para roubarem alguns objetos em  túmulos. Nada muito pesado, apenas pegar algumas jóias, relógios, e outros itens de valores. Os mortos não vão se incomodar, certo? E nem Oliver deixará de entrar nessa, até porque os Artistas dos Ossos estão dispostos a pagar uma boa quantia pelos serviços prestados. 


Título:  Todos Os Nossos Ontens
Autora: Cristin Terrill
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
Ano: 2015
Páginas: 352
O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo? Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse? Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem? Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...

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   Esta é uma resenha bem diferente, primeiro porque se trata de um livro diferente, e, segundo, porque faz parte de uma leitura coletiva com vários blogs amigos (listados no final da resenha). Quando deram a ideia para a leitura coletiva, e sugeriram uma leitura coletiva de distopia, aceitei e votei na proposta imediatamente, principalmente por ser meu gênero preferido, e depois porque gostaria muito de ler Todos Os Nossos Ontens, e queria aproveitar a vibe para isso. Dito e feito, adentramos na leitura coletiva. E da minha parte foi maravilhosa.

   Todos Os Nossos Ontens conta uma história complicada de ser explicada, principalmente pelo fato de se tratar de viagem temporal. O livro inicia com a história de Em e Finn, que estão presos em uma cela, onde são mantidos pelo "doutor" que desejam obter deles algumas informações importantes sobre Cassandra, uma máquina do tempo. Em e Finn já viajaram no tempo dezenas de vezes, tentando, principalmente deter as desventuras criadas pelo doutor, um antigo amigo dos dois, que a todo custo tenta "mudar" o mundo. Tentando deter o doutor mais uma vez, Em e Finn voltam novamente no tempo, e as escolhas que terão de fazer, podem mudar totalmente suas vidas e daqueles que estão ao seu redor.



Título:  Destinado
Autora: Carina Rissi
Edição: 1
Editora: Verus Editora
Ano: 2015
Páginas: 462
A aguardada continuação da série best-seller Perdida conta um novo capítulo da história de amor de Ian e Sofia pela perspectiva do cavalheiro que conquista corações por onde passa. Ian Clarke é um homem de sorte e sabe muito bem disso. Ele encontrou a felicidade que tanto almejava ao lado de sua amada (e complicada) Sofia. Não que tenha sido fácil — mas o que é simples quando o assunto é sua esposa? O destino tem sido gentil, e por essa razão Ian se esforça tanto para ser um bom marido, um bom pai, um bom irmão. Entretanto sua felicidade começa a ruir no baile de aniversário de sua irmã, Elisa. Ian assiste, impotente, enquanto sua vida perfeita se transforma em uma terrível catástrofe. A noite é desastrosa, e Elisa, a menina que ele jurou proteger, se torna alvo de um escândalo. Mas o pior ainda está por vir. Um assunto do passado, um pesadelo que há muito o persegue, retorna para assombrá-lo. Aterrorizado com a possibilidade de perder Sofia outra vez, Ian segue seu coração na tentativa de proteger a mulher que ama, sem se importar com as consequências. Ele só não suspeitava de que o preço a pagar seria tão alto...


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   Quando eu imaginei que Carina Rissi não poderia me surpreender mais, e que não havia mais nada que pudesse ser inventado na série Perdida (que já conta com Perdida, Encontrada e Destinado), ela me aparece com a história do Ian. E, cá entre nós, eu já deixei bem claro meu ponto de vista sobre séries que expõem os dois lados da história. Acho realmente necessário e incrível quando nós, leitores, somos agraciados com uma nova história, assim como Destinado, que é narrado por outra pessoa, que não seja a protagonista, mas que tem sua importância salientada desde o início. 

   Em Destinado, somos levados, através da ótica do Ian, a seus pensamentos. E, cara, isso é incrível. Confesso que adoro a Sofia (e ainda é minha preferida!), mas foi muito incrível saber de tudo pelos olhos do Ian. Apesar de ser uma nova história, Ian tem muitos flashbacks (memórias secretas, como diz o subtítulo) e isso nos leva a seu ponto de vista de coisas que aconteceram em Perdida e Encontrada, o que deixa a trama ainda mais dinâmica e fluida.

   O livro inicia mostrando Ian vendendo um de seus cavalos (o que reforça seu amor pelo animal), e ele acaba por presenciar uma cena onde um dos cavalos é maltratado por seu dono. Revoltado, o galã do século XIX resolve comprar o animal, cuidar dele e não vender a égua que ele estava disposto, até então, a vender ao vizinho.

   Contudo, a cena do cavalo é somente introdutória a obra. O fato realmente condutor do livro, está no aniversário de dezessete anos de Elisa, irmã do narrador, onde o pior pesadelo de Ian começou a tomar forma.  Resumindo, no começo do livro, que se passa poucos meses depois dos relatos de Encontrada, segundo livro da série, temos os relatos sobre a vida na fazenda, os preparativos do aniversário de Elisa, a relação da família e as típicas desventuras de Sofia. Até que um fato totalmente improvável acontece, e é ele, somado a outras desventuras, que acabam por conduzir a trama que, como típico da Carina Rissi, é recheada de mistérios, segredos, revelações e pontos de reviravoltas. É realmente incrível a forma como ela estrutura suas histórias — quem já leu um de seus best-sellers, certamente já sabe o que esperar. 


   
   Os personagens do livro também são um ponto muito forte. Carina tem a mania de fazer ótimos personagens, daqueles que parecem tão reais que você se sente amigo deles. Eu, particularmente, adoro quando isso acontece. Em Destinado, o destaque, claro, é Ian. A Sofia todo mundo já conhece (até demais!), mas os pensamentos de Ian sempre foram meio escondidos, nublados pelos da protagonista principal. Mas agora isso acabou, e passamos a conhecer o Ian por completo, e passamos a gostar ainda mais desse casal tão improvável, mas que acabaram por provar que o amor rompe qualquer barreira — até mesmo o tempo. 

   A narração segue sempre pela visão do Ian e sempre em primeira pessoa, o que favorece a boa compreensão e a boa construção, claro.  A narração flui com dificuldade no início, até que nos acostumemos com o Ian, mas depois começa, no sentido popular, “a pegar fogo”. Até porque Carina sabe como fazer um leitor dormir 3:00 hrs da madrugada. Quanto à escrita da Carina, nem preciso falar...

   Quanto às críticas, tenho que ser sincero. O livro é bom, mas poderia ser menor. Não que eu me incomode com livros grandes, mas alguns pedaços foram relativamente extensos, sem necessidade. O que parece, mesmo que eu saiba que não seja isso, é que a autora estava enchendo linguiça.  Como escritor, eu sei que às vezes temos essa necessidade de falar demais, então é justificável, porém desnecessário. Fora esse pequeno delito, nada mais a relatar.

   Por fim, deixo claro que quem já curte Carina Rissi e/ou já conhece a série Perdida vai gostar demais de Destinado. Em suma, é um livro singular, interessante e que tem uma trama bem real, inovadora e leve. Possui uma atmosfera bem próxima dos outros livros da série. 
   A edição da Verus Editora está de cair o queixo. Dentre todos da série, esse possuí a capa mais bonita (e a edição, em si, também). Não encontrei nenhum erro de revisão — o que já é um ponto positivo. Então, é isso, galera. Leiam Destinado! Para terminar, a frase de sempre: Carina Rissi conseguiu, mais uma vez, me envolver do início ao fim e me pergunto se, algum dia, ela não irá conseguir.


Título:  No Mundo da Luna: A Entrevista
Autora: Carina Rissi
Edição: 1
Editora: Verus Editora
Ano: 2015
Páginas: 36
Sucesso de público, No mundo da Luna acaba de ganhar um conto exclusivo no formato digital. Este eBook é dado de presente a todos os leitores que procuram saber um pouquinho mais sobre a vida de Luna Braga. Ela já tinha um emprego quando sua história começa. Mas como foi que conseguiu entrar na tão sonhada revista Fatos&Furos? Sua divertida entrevista de emprego é uma das cenas favoritas da Carina Rissi.“Assim como bons autores do gênero, a exemplo de Helen Fielding (da saga Bridget Jones), Marian Keyes (Melancia) e Cecelia Ahern (P.S. Eu te amo), Carina Rissi consegue equilibrar romance, humor e uma boa dose de pesquisa nos seus livros.” — Raquel Lima, Diário de Pernambuco


Classificação:

   A entrevista é um conto, exclusivo em formato digital, do livro No Mundo da Luna, da aclamada autora Carina Rissi. Em No Mundo da Luna, nos é relatado a vida de Luna Braga, uma recém-formada em Jornalismo, que está trabalhando numa importante revista, a Fatos&Furos. Contudo, uma pergunta que paira no ar, e que agora foi sanada, é a seguinte: Como Luna conseguiu esse tão sonhado emprego? E mais: quais dificuldades e aventuras enfrentou para consegui-lo? 



Título:  Histórias de Muitos Amigos
Autor: Gerson Jorio 
Edição: 1
Editora: Chiado Editora
Ano: 2015
Páginas: 260
Com um conteúdo demasiadamente divertido, o livro é composto por 238 historinhas bem humoradas, vividas por 190 amigos, familiares e colegas do autor. “O livro é excelente. Histórias curtas, todas verídicas, todas engraçadas. Todos os leitores se sentirão representados, por causa do colorido realista dos casos, que parecem anedotas - mas são reais. A vontade que dá é ler de uma vez, sem parar. Mas pode-se perfeitamente ler esse livro começando do fim para o começo... O autor não abandona no entanto o seu ambiente predileto: os lugares onde se reúnem as pessoas, os sindicatos, as padarias, os bares, festinhas e todos os lugares onde moços, velhos e crianças interagem e contam seus casos. São esses os casos trazidos para este livro. Certamente, são casos que serão contados e recontados, repetidos indefinidamente nas eternas rodinhas de conversa”. - Paulo Tarcízio “Textos surgidos das rodinhas de conversa onde prevalece a simplicidade. Os casos são revividos com originalidade, retratando fatos e personagens reais. É uma obra que revela o pitoresco de nosso povo, em textos curtos e engraçados”. - Anamaria Jorio


Classificação:

   Da coleção Passos Perdidos, Histórias de Muitos Amigos é um livro onde há a compilação de 238 historietas levadas por sua construção simples e  o preternatural humor das situações cotidianas brasileiras, vividas e ouvidas pelo autor, Gerson Jorio. O livro foi lançado no ano de 2015, pela editora Chiado, no Brasil e em Portugal, e está disponível tanto em formato físico, quanto no formato digital


   O livro apresenta situações das mais diversas representações brasileiras, e isso é um ponto muito forte, visto que o leitor, em muitas ocasiões, vai se sentir "retratado" no livro, o que traz uma aproximação ainda maior da relação leitor e livro. É um tipo de livro bem brasileiro, a cara do Brasil e com histórias do Brasil. Gerson Jorio mostra, com todo o humor presente no livro, que ser brasileiro é ser algo realmente incrível